O memorial do Sinai – 1 (Ex 19 a 23)
abril 17, 2013
O memorial do Sinai – 3 (Ex 19,9-25)
abril 17, 2013

O memorial do Sinai – 2 (Ex 19,1-8)

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Capela no alto do Sinai

Animais treinados até que obedecem, nos seus limites: “Totó, senta!”. Mas somente pessoas podem dizer “sim” ou “não”, cumprir ou não cumprir o mandado, acatar ou se rebelar, assim tomando decisões livres, boas ou más.

Se Deus manda, quer dizer que Ele nos fez capazes de assumir Sua bela, boa e sábia Vontade, ou se recusar. Se Jesus chama Judas Iscariotes de “amigo”, ele dá a Judas a liberdade de agir como amigo ou não.

O grande momento em que Israel tomou ampla consciência de que não era instrumento cego nas mãos do Criador, mas que o Criador lhe dava a vocação de ser seu colaborador na História da nossa Salvação, foi ali, no deserto do Sinai, “no terceiro mês (do ano lunar) do Êxodo”. Não tomemos o “terceiro” muito ao pé da letra. Números entre os antigos, eram letras, palavras, e costumavam indicar mais qualidades do que apenas quantidades, como é mais nosso costume. “Terceiro mês” pode muito bem significar: “na hora privilegiada da manifestação divina”.

Os primeiros versículos deste capítulo do Êxodo são uma revelação! Eles são marcados por duas frases iluminadoras: “Assim dirás aos filhos de Israel” (vv. 3 e 6). O trecho todo tem um andamento ritmado, que perdemos nas traduções. É uma canção, onde Deus nos diz: “Eu fiz”, “vós vistes”. O caminho da libertação não são passos perdidos pelas vastidões desertas, nem o elas eram a “casa” assinalada para Israel, como é, até hoje, para os beduínos.