Fica ou sai? Líderes religiosos aconselham os ingleses a votar pelo “fica”!
junho 6, 2016
junho 8, 2016

O Papa diz: “Jesus não é um mágico: Ele toma sobre Si nossos pecados e nos restitui à vida!”

“Jesus não é um mágico: Ele toma sobre Si nossos pecados e nos restitui à vida!”.

Na Missa pela canonização do polonês Estanislau Papczynsky e da sueca Maria Elisabete Hesselblad, Francisco recordou a “ternura do Senhor”, Na hora do “Angelus”, ele saudou a Polônia e a Suécia, países dos novos santos, que deverá visita nos próximos meses.
NEWS VATICAN 05/06/2016
GIACOMO GALEAZZI
CITTÀ DEL VATICANO

“Deus nos quer perdoar. Jesus não é um mágico, é a graça de esperar contra toda esperança e a ternura de Deus encarnada”. Em Cristo “atua a imensa compaixão do Pai” – explicou o Papap Francisco, comentando a passagem evangélica sobre a Ressurreição do filho único, morto ainda jovem, da viúva de Naim. “Jesus peda para Si nossa morte, para nos libertar e dar-nos a vida. Com efeito, aquele jovem despertou como de um sono profundo e voltou a falar. E Jesus o restituiu a sua mãe”.

Portanto, ‘o evento central da Fé é a vitória de Deus sobre a dor e a morte” – afirmou o Papa, exortando os fiéis “a permanecerem intimamente unidos à Paixão de Nosso Senhor Jesus, para que se mostre em nós o poder de Sua Ressurreição”.

O Papa entrou em procissão na Praça de São Pedro e presidiu o rito de canonização dos dois novos inscritos no catálogo dos Santos e Santas:
• O plonês Estanislau de Jesus Maria Papczynsky (1631-1701), fundador da Congregação dos Clérigos Marianos da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria;
• E a sueca, Maria Elisabete Hesselblad (1870-1957), nascida em família luterana, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida, as chamadas Irmãs Brigidinas.

Disse o Papa: “Com os pecadores, um a um, Jesus não cessa de fazer brilhar Sua graça, que dá a vida. Jesus diz à Mãe Igreja: ‘Dá-me teus filhos’ – que somos todos nós. Ele toma sobre Si nossos pecados, os tira e nos restitui vivos à mesma Igreja. E isto acontece de modo especial neste Ano da Misericórdia. Trata-se de não fugir da Cruz, mas de nela permanecer, como fez a Virgem Mãe, que, sofrendo juntamente com Jesus, recebeu a graça de esperar contra toda esperança”.

O Papa percorreu na sua homilia a experiência de fé e apostolado de Estanislau e Maria Elisabete, fundadores de congregações religiosas: “Eles permaneceram intimamente unidos à Paixão de Jesus e neles se manifestou o poder da Sua Ressurreição”. O Papa sublinhou “que aí está a resposta de Deus ao grito angustiado e, às vezes, indignado, de quem experimenta a dor e a morte”.

Portanto, “a Igreja agora nos mostra dois de seus filhos, que são testemunhas exemplares deste mistério da Ressurreição”.

Em mensagem no “TWITER”, escreveu o Santo Padre: “Os santos não são super-homens. Não nascem perfeitos. Quando reconheceram o amor de Deus, eles O seguiram no serviço aos demais”.

Assim falou o Papa Francisco a respeito desses dois cristãos inscritos agora no catálogo (“cânon”) dos santos da Igreja:

• “São Estanislau de Jesus Maria, cujo nome civil era João Papczinsky, nasceu em 18 de maio de de 1631 em Podegodzie, no sul da Polônia, Estudante, conheceu os Padres Esculápios, e, com 23 anos, entrou na congregação deles. Com 30, foi ordenado sacerdote. Nove anos mais tarde, sentiu-se inspirado a fundar um novo instituto: os clérigos marianos, sob o título da “Imaculada Conceição da Virgem Maria”. Padre Estanislau morreu no dia 17 de setembor de 1701 no convento de Gora Kalwaria, deixando muitos escritos espirituais. Bento XVI o proclamou beato em 2007″.

• “Maria Elisabete Hesselblad, sueca, nasceu em 4 de junho de 1870 de família luterana. Tinha 18 anos, quando emigrou para os estados Unidos. Em Nova York se fez enfermeira. Tento aprofundado o conhecimento do catolicismo, recebeu o Batismo. No ano seguinte, em 1904, foi a Roma, quando visitou a casa onde Santa Brígida da Suécia vivera. Compreendeu que deveria continuara sua obra. Fundou, então a Ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida. Seu apostolado encontrou inspiração na súplica de Jesus: “Que todos sejam um”. Durante a Segunda Guerra Mundial, empenhou-se em oferecer abrigo aos judeus perseguidos e a dar assistência aos mais desvalidos. Morreu em Roma, no dia 24 de abril de 1957. Foi proclamada beata por São João Paulo II no ano de 2000″.

• “São dois modelos de santidade, duas formas de serviço à Igreja e à sociedade: o evangelizador polonês, empenhado em apresentar a Imaculada Conceição e na oração pelos que morrem repentinamente; e a missionária sueca, que reavivou uma Ordem Religiosa, unindo prece, contemplação e socorro, durante a Segunda Guerra Mundial a tantos judeus perseguidos. E assim, através destes dois exemplos de santidade, Jesus não cessa de fazer brilhar a vitória da graça e da vida”.

Participaram do rito, quarenta cardeais, trinta Bispos, quatrocentos Padres e trinta e cinco mil Fiéis.

Em seguida, durante a oração do “Anjo do Senhor”, o Papa Francisco saudou a todos “que participaram desta celebração. De um modo especial, agradeço à delegações oficiais, vindas para esta canonização: a da Polônia, guiada pelo mesmo Presidente da República, e da Suécia. O Senhor, por intercessão destes dois novos santos, abençoe vossas duas nações!”.

No final da Missa na Basílica de São Pedro, o Papa tinha lembrado os dois países, que deverá visitar em breve: a Polónia nos fins de junho, para a Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada em Cracóvia; a Suécia, no final e outubro, para a celebração luterana em Lund, por ocasião dos 500 anos da Reforma.