Festa do Natal de São João Batista, o Precursor – 24 de junho
junho 23, 2016
Leitura orante: medidas justas e inspiradas em defesa dos pobres e escravizados (Neemias 5,1-19)
junho 27, 2016

O Papa na Armênia (junho de 2016) e o genocídio sofrido por este povo cristão

Sete Chagas - única Igreja não destruída pelo regime comunista soviético na Armênia

Uma só Igreja sobrou

 

“Vatican Insider”, do periódico italiano “La Stampa”, hoje, mostra em um vídeo, o interior da Igreja das Sete Chagas, a única que sobrou na Armênia durante o período da dominação comunista. Atualmente, vários ritos a usam, em grande comunhão.

Armênia

A Armênia foi a primeira nação que adotou o cristianismo, no ano 301. Ela está situada na cordilheira do Cáucaso, entre a Ásia e a Europa. Os seus evangelizadores teriam sido os Santos Apóstolos Bartolomeu e Judas Tadeu. O Santo do tempo da adoção do cristianismo, ao qual continua fiel a maioria dos armênios do país e de sua grande diáspora, foi São Gregório, o Iluminador.

O genocídio

O século XX foi época de tremendos massacres generalizados por força de políticas de estados. O mais famoso e mundialmente reconhecido é “o Holocausto”, praticado por nazistas e fascistas contra judeus, mas não só: católicos e adversários políticos, como os socialistas, também foram assassinados em grande número pelos regimes totalitários inspirados nestas ideologias. A mortandade política de do ditador comunista Stalin na Rússia e nações da extinta União Soviética, contudo, ultrapassou os números anteriores, contando mais de vinte milhões de mortos. O genocídio contra o povo armênio, até hoje negado forte e publicamente pelo governo turco, foi praticado nos últimos anos do governo otomano e vitimou cerca de um milhão e meio de armênios, provocando também o exílio de outros milhões. O Brasil recebeu um bom número de refugiados, que, hoje, constituem uma bela comunidade, com grande integração entre nós.

O Papa Francisco e o genocídio

O Papa São João Paulo II, inclusive por escrito, usou a palavra “genocídio”, sobre o que os armênios mencionam como “O Grande Mal”, o massacre de cerca de um milhão e meio de armênios pelos turcos otomanos entre 1915 e 1917. O Papa Francisco, que fez questão de rezar com o Presidente da Armênia e o “Católicos”, a maior autoridade da Igreja Armênia autônoma, na Basílica de São Pedro, fazendo memória dos 100 anos desta terrível desgraça, naquele momento, usou o termo, detestado pelo governo turco, de “genocídio”. Novamente se referiu ao “Grande Mal” como “genocídio”, em palavras à margem do texto lido, com grande ênfase, nesta visita à Armênia (24 a 26 de junho), onde não hesitou em ir rezar no memorial às vítimas da mortandade. Mas também pediu aos armênios que olhem para o futuro com o coração sem ódio e rancor