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Oração ao Rei dos Mártires, Jesus Cristo, nosso Senhor

Jesus, Rei dos Mártires, o Mártir do Calvário

Leitura orante de 2Cor 4,5-18

 

Irmãos, não proclamamos a nós mesmos, mas Cristo Jesus, o Senhor. Quanto a nós mesmos, apresentamo-nos como vossos servos por causa de Jesus.

Bom Jesus, por amor a Ti nós queremos nos fazer servidores, servos, de nossos irmãos e irmãs! E nem precisamos nos preocupar com nossas limitações, incluindo nossas manias, vícios e até pecados, como se tivéssemos de ter atingido toda a perfeição para podermos dizer ao mundo que és nosso Salvador e Benfeitor. Não nos proclamamos a nós mesmos, mas a Ti! Só Tu és Deus, só Tu és bom (ver Mc 10,18)!

Porque Deus, que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz” (ver Gn 1,1-3); foi Ele mesmo quem reluziu em nossos corações, para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo.

Rezamos nossa fé no bonito Credo de Nicéia e Constantinopla. Dois concílios ecumênicos o compuseram. Como soa bem afirmarmos, perante o mundo, que és, Bom Jesus, “Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro” (ver Hb 1,3)! Queres que nós também sejamos justos e brilhemos como estrelas neste mundo (ver Fl 2,15). Bendito sejas!

Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que este incomparável poder seja de Deus e não de nós. Somos atribulados de todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos por impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e pro toda a parte, trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo.

Somos Teu Corpo, Bom Jesus! Somos Tua Igreja, Teu Corpo Místico, Corpo constituído por Tua Vontade boa, bela e sábia! Estamos unidos a Ti pelo Mistério do Teu Amor! És Tu quem dás coragem aos Mártires, Confessores, Virgem, Esposos, Crianças! Teu Sangue nos une, circula em nós pelo dom da Divina Eucaristia, Sagrada Comunhão! Que não tenhamos medo de anunciar Tua Paixão, Morte e Ressurreição! Teu peso é leve, Teu jugo é suave (Mt 11,29)! Aleluia!

(…) Sabemos que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, ressuscitará  também a nós em Jesus e nos colocará ao lado d’Ele, juntamente convosco. E tudo isso se realiza em vosso favor, para que a graça, multiplicando-se entre muitos, faça transbordar a ação de graças para a glória de Deus.

Bom Jesus, Tua graça não nos tira do mundo, o campo do Pai de família, onde o Inimigo semeia a erva daninha no meio do trigo (ver Mt 13,38). Tu Te fizeste bom grão, sepultado no escuro da terra para dar vida, e vida em abundância (ver Jo 12,24)! E nós temos a missão de sermos como Tu, unidos a Ti na semeadura e na colheita! Também na Tua Paixão, Morte e Ressurreição. Que Tua Mãe Admirável, Senhora das Dores, nos ampare com seu imenso amor, o nosso imenso bem! Que ela nos alcance não termos medo de ser luz, combatida pelas trevas; fermento, sofrendo o peso da massa; sal, jogado fora e pisado pelos passantes distraídos!

Por isso não nos deixamos abater. Pelo contrário! Embora em nós o homem exterior vá caminhando para sua ruína, o homem interior se renova cada dia. Pois nossas tribulações que duram algum tempo, são leves em relação ao peso eterno de glória que elas nos preparam até o excesso. Não olhamos para as coisas que passam, mas para as que que não se veem. Pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.

No Credo também confessamos que “cremos na ressurreição da carne, na vida eterna”. Só que temos uma ideia muito pálida da vida eterna, da comunhão dos santos e até da ressurreição. Cremos, Bom Jesus, Rei dos Mártires, mas ajuda a nossa falta de Fé (ver Mc 9,24)!

Nossa Senhora da Fé, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém!