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Os Juízes: Deus sempre socorre os mais fracos, nos tempos de Samgar e Eúd

Juízes: Samgar e Eúd

De Samgar só temos uma breve notícia: ele teria vencido seiscentos filisteus armado apenas de uma queixada de boi (ver Jz 3,31)! “Samgar” não parece ser nome israelita, e a façanha que lhe é atribuída como que se repete na história de Sansão e mesmo de Davi (ver Jz 15,15-17; 2Sm 23,11). Fica a impressão de que estes relatos apenas nos recordam de como, com instrumentos precários, os filhos de Jacó – Israel, foram superando inimigos mais numerosos e fortes. Em algumas versões, em vez de queixada de animal, se encontra um aguilhão.

Eúd ou Aod (Jz 3,11-30) é um benjamita, e o relato enfatiza que era canhoto. A graça de Deus se torna mais evidente, pois um canhoto foi mal visto até dias bem próximos de nós. Seu nome parece significar “Majestade”, “Esplendor”. O rei estrangeiro opressor chamava-se “Eglon”, que alguns identificam com nome de bezerro, era o senhor de Moab, e obeso. Eúd o mata com um atentado bem sucedido, quando o gordíssimo rei se aliviava no seu quarto de banho. A narrativa parece folclórica e bem humorada, com pormenores pitorescos: Eúd enfia sua arma na pança real, e a banha cobre a lâmina! Sua atuação parece ter sido em defesa de sua tribo, Benjamim, explorada pelos moabitas de além do Jordão.

Seja como for, o Livro dos Juízes permanece focado em que o povo hebreu é sempre salvo com meios fracos, verdadeiros dons do Deus de seus pais. O Amor do Deus Fiel é nossa verdadeira esperança de libertação. Adorar os ídolos – mesmo que nos impressione a riqueza e o poder de seus adoradores – é caminho da desgraça. Nos nossos dias, a fortuna de certas nações não pode nos cegar, a ponto de nos desviarmos do Evangelho para dobrarmos os joelhos diante de falsos valores do capital, da beleza física, do poder, tantas vezes brutal e assassino.