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Os Três Adventos, segundo São Bernardo

– Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última, há uma vinda intermediária. A primeira e a última são visíveis. A intermediária, não.

R Que sempre Te acolhamos de todo coração, nosso tão bom Senhor e Redentor!

– Na primeira vinda, o Senhor apareceu na terra e conviveu conosco. R Emanuel, Deus-conosco, nós Te bendizemos! Que celebremos Teu Natal com amor e devoção! Que bendigamos a Sagrada Família: Jesus, Maria e José! Que nos empenhemos para que toda família se pareça com a Família de Nazaré! Que participemos das lutas para que os governos reconheçam e defendam a vida familiar!

– Foi então – na primeira vinda – como Ele mesmo declara, que O viram e não quiseram recebê-l’O.

R Nós Te pedimos perdão, porque temos rejeitado a Ti, Cristo Redentor, e vivido desastradamente, voltados para nós mesmos, trabalhando na direção dos nossos desejos egoístas. Que abramos as portas do coração para a Tua Luz neste Natal!

– Na última vinda, “todo homem verá a Salvação de Deus” (Lc 3,6). “Olharão para aquele que transpassaram” (Zc 12,10).

R Jesus, nosso Senhor, tem piedade de nós! Que adorando Teu Corpo pendente da Cruz e Teu Coração transpassado, nos deixemos converter ao Amor até o fim!

– A vinda intermediária é oculta, e nela somente os eleitos O veem em si mesmos e recebem a Salvação.

R Senhor Jesus, nosso tão bom Salvador, com o cego Bartimeu nós Te pedimos: “Que vejamos!”.

– Na primeira vinda, o Senhor veio na fragilidade da carne; na intermediária, vem espiritualmente, manifestando o poder de Sua graça; na última, virá em todo o esplendor de Sua glória.

R Jesus, Amigo Fiel e Verdadeiro, que estejamos com todos os eleitos na Tua vinda derradeira!

– Esta vinda intermediária é, portanto, como um caminho, que conduz da primeira à última vinda. Na primeira, Cristo foi nossa Redenção; na última, aparecerá como nossa Vida; na intermediária é nosso Repouso e Consolador. R Jesus, nosso Consolador, consola, consola o Teu Povo! Não nos falte ânimo e perseverança nas horas sombrias e tristes de nossa caminhada! E que nas horas alegres e felizes, permaneçamos de corações gratos e fieis!

– Mas para que ninguém pense que é pura invenção o que dissemos sobre esta vinda intermediária, ouvi o próprio Senhor: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o Meu Pai o amará, e nós viremos a ele” (Jo 14,23). Lê-se também noutro lugar: “Quem teme a Deus faz o bem!” (Eclo 15,1).

R Que Te amemos acima de todas as coisas! Que com temor e tremor cuidemos de fazer de bem e fugir do mal! Afinal, é bom ser bom e é ruim ser ruim!

– Mas vejo que se diz algo mais sobre o que ama a Deus, porque guardará Suas palavras. E onde devem ser guardadas? Sem dúvida nenhuma no coração, como diz o Profeta: “Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós” (Sl 118/119,1).

R Jesus, Redentor de nossas vidas, livra-nos de cair em tentação! Livra-nos do Mal, amém!

Guarda, pois, a palavra de Deus, porque são felizes os que a guardam. Guarda-a de tal modo que penetre no mais íntimo de tua alma, penetre em todos os teus sentimentos e costumes. Alimenta-te deste bem e tua alma se deleitará na fartura. Não te esqueças de comer o teu pão, para que teu coração não desfaleça, mas que tua alma se sacie com este alimento saboroso.

R Jesus, Pão Vivo que desceu do céu, prepara nossos corações, firma nossos passos em Ti, ó Caminho, para que possamos Te receber na Divina Eucaristia e viver, cada dia, cumprindo a formosa Vontade do Pai! Que amemos e sirvamos os mais abandonados e necessitados!

– Se assim guardares a Palavra de Deus, ela, certamente, te guardará. O Filho virá a ti na companhia do Pai, virá o grande Profeta, que renovará Jerusalém e fará novas todas as coisas. Graças a esta vinda, “como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste” (1 Cor 15,49). Assim como o primeiro Adão contagiou toda a humanidade e atingiu o homem todo, assim agora é preciso que Cristo seja o Senhor do homem todo, porque Ele o criou, o redimiu e o glorificará.

R Glória a Ti, Jesus, Filho eterno do Pai eterno, que, por obra do Divino Espírito, Te fizeste homem verdadeiro para nossa Alegria e Salvação!

* Ver Sermo 5 Adventu Domini 1-3, 2ª leitura da quarta-feira da !a Semana do Advento, Liturgia das Horas.