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Papa Francisco aos jovens: casamento, teoria do gênero, o sínodo (Nápolis 22.03.15)

 

O Papa respondeu a três perguntas: de uma jovem, de uma senhora idosa e de um casal.

• “Nosso Deus é o Deus das palavras, dos gestos e dos silêncios. O maior silêncio de Deus é a Cruz. Jesus sentiu o silêncio do Pai até o abandono: ‘Pai, por que me abandonaste?’ Depois aconteceu aquele milagre, aquela palavra, aquele gesto grandioso: a Ressurreição. Mas nosso Deus é o Deus dos silêncios e há silêncios que não podemos explicar sem falarmos com o Crucificado. Por exemplo: por que sofrem as crianças? Como se explica isto? Onde encontrar a palavra de Deus que o explique? Este é um dos maiores silêncios de Deus. Não digo que possamos entender os silêncios de Deus. Podemos nos aproximar contemplando Cristo crucificado, Cristo agonizante, Cristo abandonado. Esta é a verdade. Não posso enganá-los dizendo: ‘Está tudo bem, você vai ser feliz, terá sorte, dinheiro’. Não, nosso Deus também se cala. Palavras, gestos e silêncios: estas três coisas devem unir-se em nossas vida. Isto é o que me ocorre dizer. Desculpem: não tenho outra receita” (resposta à jovem que perguntou sobre o sofrimento dos inocentes).
• A sociedade moderna “usa e joga fora”. Sobre os pais idosos colocados nas ‘casas de repouso’: “O afeto é o melhor remédio, sobretudo para os idosos, enquanto, sem eufemismos, na sociedade de hoje às vezes prevalece a eutanásia, não só quando te dão uma injeção e te mandam ao além, mas também a eutanásia escondida: não te dar remédios, cuidados médicos, fazer triste a tua vida, e assim morrer” (resposta a uma senhora de 95 anos, mantida por uma comunidade cristã).
• “Que a família esteja em crise não é uma novidade…” O Papa evocou uma série de causas, desde a falta de fé: “Estamos procurando ainda uma igreja em harmonia com as roupas, um restaurante próximo, uma ‘bombonière’. Mas me diga: com que fé te casas? É um acontecimento social?”; a “colonização ideológica”: “Modalidade, propostas, também aquele equívoco da mente humana que é a teoria de gênero, que cria tanta confusão. A família está sob ataque”. O Papa declarou “não ter receitas”, mas lembrou dois conceitos chaves “para enfrentar de modo maduro o amor: testemunho e oração. Atirem pratos, mas façam as pazes antes de dormir. Exatamente por causa da crise da família o Senhor quis o Sínodo sobre a Família” (resposta a um casal sobre a situação atual da família).

(extraído de Vatican Insider, La Stampa, Itália, 22 de março de 2015).