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Papa Francisco: Jesus, o Messias que se fez Servo

« Jesus não é um profeta no estilo ‘new age’, mas o Messias que se fez Servo »
Palavras do Papa Francisco na Missa de Ramos: “Cristo está presente nos que hoje sofrem trabalho escravo, dramas familiares, doenças, guerras e terrorismo”.
REUTERS
PUBBLICADO EM 09/04/2017
“VATICAN INSIDER” – “LA STAMPA”
SALVATORE CERNUZIO
Cidade do VATICANO
Terá sido Jesus um iludido, pregador de ilusões? Um profeta ‘new age’? Um vendedor de miragens? Quem é este Jesus acolhido em Jerusalém e aclamado rei? Ele não é nada disto, mas o Messias bem definido, com a fisionomia de servo, o Servo de Deus que vai `asua Paixão, o grande Paciente da dor humana. É o Jesus que aceita os ‘Hosanas’ daqueles que vão gritar ‘Crucifica-o!’. Não se pede que O contemplem nos quadros, nas fotos, nem nos vídeos que circulam na rede. Jesus se faz presente nos irmãos e irmãs que padecem como Ele. Sofrem no trabalho escravo, sofrem pelos dramas familiares, pelas doenças, sofrem pelos interesses que movem os exércitos e que matam. Sofre em homens e mulheres enganados, violados em sua dignidade, descartados. É Cristo que, com rosto desfigurado, com voz
trêmula pede – nos pede – ser reconhecido e ser amado.
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A celebração de hoje tem um duplo sabor, doce e amargo. É jubilosa e dolorosa, pois celebramos o Messias, que entra em Jerusalém montado num jumentinho, aclamado com “Hosanas!” pelos discípulos, cujo entusiasmo contagia os jovens da cidade, que se juntaram ao cortejo com seus clamores. Mas, ao mesmo tempo, hoje, é proclamado uma das narrativas evangélicas da Paixão. Nossos corações sentem o tremendo contraste, e experimenta – ainda que em mínima proporção – o que devia sentir Jesus em Seu Coração naquele dia em se alegrava com os amigos e chorava sobre Jerusalém.
Enquanto festejamos nosso Rei, pensemos nos sofrimentos que Ele deverá passar nesta Semana.Pensemos nas calúnias, ultrajes, armadilhas, traições, abandono, julgamento perverso, idas e vindas, flagelos, coroa de espinhos. Pensemos no Caminho da Cruz, culminando na Crucifixão. Uma estrada dolorosa que, no entanto, Eel havia predito.
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Sim, Ele havia declarado com clareza a seus discípulos: “Se alguém quiser vir após Mim, renegue a si mesmo, tome sua cruz e me siga” (Mt 16,24). Não nos prometeu honras e bons êxitos. Os Evangelhos são claros. Este é nosso Deus! Não há um outro Jesus. É o mesmo que foi cravado na Cruz e morto entre dois malfeitores. Não temos outro Senhor, senão Ele, Jesus, humilde Rei da justiça, misericórdia e paz. Ele sempre avisou a seus amigos que o caminho era aquele e que a vitória final chegaria através da Paixão e da Cruz.
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Para nós vale a mesma coisa. Tenhamos coragem de seguir fielmente a Jesus, com atos e não só com palavras, isto é, a ter paciência de carregar nossa cruz, de não recusá-la, não jogá-la fora, mas, olhos fixos n’Ele, aceitá-la e levá-la dia a dia *.
* Texto extraído do resumo apresentado por “Vatican Insider”