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“Pio XII arriscou a vida para salvar os judeus em Roma” – Papa Francisco

O Papa Francisco afirmou: “Pio XII arriscou a vida para salvar os judeus de Roma”
Afirmou em Santa Marta: “Foi uma obra de misericórdia protegê-los! É preciso partilhar, compadecer e correr riscos pelos outros, e não somente dar esmolas”.
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As obras de misericórdia não devem ser uma forma de esmola, para descarregar a consciência, mas partilhar, compadecer e também correr riscos para ajudar os outros, “como em Roma, durante a guerra. Quantos se arriscaram, começando por Pio XII, para esconder os judeus!”. Assim falou o Papa Francisco na homilia da manhã de 5 de junho em Santa Marta, quando se celebrava a memória do mártir São Bonifácio.
O Papa – conforme a Rádio Vaticana – se baseou na primeira leitura, tirada do Livro de Tobias: os hebreus tinham sido deportados para a Assíria e um homem justo, Tobias, amparava os patrícios pobres, arriscando a própria vida, pois também sepultava os que eram mortos impunemente; Tobias sofria com o sofrimento alheio. O Papa partiu desta situação para refletir sobre as obras de misericórdia corporais e espirituais. Sublinhou que não significam apenas partilhar o que se tem, mas compadecer, isto é “sofrer com quem sofre”.
Disse o Papa : « Uma obra de misericórdia não é fazer alguma coisa para descarregar a consciência: ‘Com uma boa obra assim fico mais tranquilo, tiro um peso dos ombros… Não” É também compadecer com o sofrimento do outro! Partilhar e compadecer: vamos juntos! É misericordioso quem sabe partilhar e compadecer os problemas das outras pessoas”.
Nasce uma pergunta, para um exame de consciência: “Sei partilhar? Sou generoso? Sou generosa? Mais ainda: quando vejo alguém que sofre, que está em dificuldade, também eu sofro? Sei colocar os sapatos do outro? Nas situações de sofrimento?”
Como corria risco de ser morto por violar a proibição de sepultar os patrícios assassinados, Tobias se arriscava. Enfatizou o Papa: “Praticar obras de misericórdia, significa “partilhar, compadecer e também arriscar. E, tantas vezes se assumem riscos! Pensemos aqui, em Roma. Em plena guerra quantos os assumiram, a começar por Pio XII, para esconder os judeus, para que não fossem mortos, não fossem deportados! Arriscavam a própria pele! Mas era uma obra de misericórdia salvar aquelas pessoas! Arriscar!”
O Santo Padre se deteve sobre dois outros elementos: “Quem cumpre ações de misericórdia pode ser objeto de zombaria, pois é tido como alguém que faz coisas loucas, em vez de ficar tranquila e tratar dos próprios assuntos e comodidades. E ali estava alguém que se deixava incomodar. Praticar obras de misericórdia causa incômodo: ‘Tenho uma amigo, uma amiga doente, e deveria visitá-lo, mas não tenho vontade. Prefiro o repouso, olhar TV, sossegado’. Praticar obras de misericórdia é sofrer incômodos. Elas incomodam. Mas o mesmo Deus sofreu incômodos por nós, subindo na Cruz! Para dar-nos misericórdia”.
Acrescentou: “Quem é capaz de fazer uma obra de misericórdia é porque sabe que ele mesmo, antes, recebeu misericórdia e que foi o Senhor que lhe concedeu misericórdia. E se assim procedemos, é porque o Senhor teve piedade de nós”.
O Papa Francisco então exortou a meditarmos sobre “nossos pecados, erros, e em como o Senhor nos tem perdoado: perdoou-nos tudo, teve esta misericórdia. Por isso cada qual é chamado a comportar-se do mesmo modo com os nossos irmãos. As obras de misericórdia são as que nos arrancam do egoísmo e nos fazem imitar Jesus mais de perto”.