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“Quem teme e pratica a justiça lhe é agradável”

Leitura orante de Atos 10,34-11,4.18
“Quem teme e pratica a justiça lhe é agradável”

 

“Tomando a palavra, Pedro falou: “Dou-me conta, em verdade, que Deus não faz acepção de pessoas, mas que, em qualquer nação, quem tem e pratica a justiça lhe é agradável. Esta é a palavra que Ele enviou aos israelitas, dando-lhes a Boa Nova da Paz por Jesus Cristo, que é Senhor de todos!”.

Jesus, Mestre e Senhor, de que justiça fala São Pedro? A justiça humana, tão falha, às vezes reduzida a um terror revestido de linguagem complicada? Justiça que torce o direito e deixa impune o malvado, enquanto o inocente não é ouvido?
Certamente que não, mas a justiça da casa do Pai, amor que espera a volta do filho mais novo e vai em busca do filho mais velho. Justiça que é reconciliação e festa dos irmãos na casa da família! Justo Juiz, infunde em nossos corações o desejo e a decisão de agir segundo a Justiça do Teu Pai e nosso Pai! Tu és o Senhor de todos, Nosso Senhor!

“Sabeis o que aconteceu por toda a Judeia: Jesus de Nazaré, começando pela Galileia, depois do batismo proclamado por João, como Deus o ungira pelo Espírito Santo, com poder, Ele passou fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo diabo, porque Deus estava com Ele. E nós somos testemunhas de tudo o que fez na região dos judeus e em Jerusalém, a quem, no entanto, mataram”.

Certamente, se Tu, Jesus, o Cristo Senhor, não tivesses feito prodígios e dado sinais, somente por Tuas parábolas, o Evangelho, a Boa Nova da Paz, não teria sido escutado, propagado e chegado até nossos dias. E nós também, nos nossos dias, testemunhamos prodígios e sinais! Penso no crescimento da Fé na China, apesar das perseguições, ou, sem dúvida, também por causa delas! Penso naquela mulher pequenina e magrinha, vestida de sari azul e branco, as cores de Tua Mãe, Maria, que tem sido um sinal de viva caridade e de multiplicação dos dons: Santa Madre Teresa de Calcutá. Penso no osso do calcanhar do bebê, que surgiu após novena e imposição da relíquia de São José de Anchieta. Ou na mulher, de coração defeituoso, já em tempo de morrer, que teve o órgão reconstituído e reconstruído por intercessão de Tua querida Nhá Chica. E agradeço os prodígios que tenho testemunhado dentro de minha própria família. Tu és bom, ó Amor Onipotente! Livra-nos do mal! Livra-nos do diabo, de suas obras maliciosas e malignas! Livra-nos de acreditar que ele não existe e não nos tenta como a Ti, meu Jesus, tentou!

“Mas Deus O ressuscitou ao terceiro dia e concedeu-Lhe que se tornasse visível, não a todo o povo, mas às testemunhas designadas por Deus, isto é, a nós, que comemos e bebemos com Ele, depois da Ressurreição dentre os mortos. D’Ele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de Seu Nome, receberá a remissão dos pecados todo aquele que n’Ele crer.”

Mas consola-nos, a nós que não comemos e bebemos contigo depois do terceiro dia, que Tu, Pão da Vida, Pão descido do Céu, Te dás a nós, na Divina Eucaristia, em Corpo, Alma, Sangue e Divindade! Aleluia! Nós nos sentamos contigo à Tua mesa! Aleluia!

Santa Teresinha nos ensinou que o mundo todo gira para que a rosa, toda faceira no meio do jardim, cresça, como a florzinha branca, brotando, anônima, na fresta do muro. Tua graça é grátis para quem ouviu o Teu Nome e acreditou, e para quem não ouviu, ou ouviu dos ouvidos “para fora”. Assim Tu Te agradas de todo aquele que acolhe a ação do Espírito, que sopra onde quer, e vive segundo a Justiça do Pai! Mas Tu bem sabes e bem queres que o Evangelho da Paz seja proclamado e vivido diante de todas as nações, que o Santo Batismo seja generosamente ministrado e que todos adoremos a Trindade gloriosa!

“E (o Pai) nos ordenou que proclamássemos ao Povo e déssemos testemunho de que Ele é Juiz dos vivos e dos mortos, como tal constituído por Deus”.

Jesus, como anunciar isto de mãos nuas, sem vídeos, sem áudios, apenas confiantes na ação do Divino Espírito nos nossos corações e nos corações dos ouvintes do Anúncio: “Aquele que crucificaste, ressuscitou! E não morre mais!”?. Como é possível crer em Ti, Deus-conosco, e contemplar-te na manjedoura e na Santa Cruz! Que prodígio é este, que resiste aos raciocínios dos sábios e poderosos, mas conquista os corações humildes e agradecidos? Nós continuamos a proclamar: Tu és o Juiz, Justo Juiz, dos vivos e dos mortos! De Ti ganhamos os benefícios da Justiça do Pai, a reconciliação dos irmãos e irmãs, a festa, o banquete do Cordeiro! Tu és nosso Salvador e Redentor, nosso Perdão e nossa Bênção, nosso Consolo e nossa Coragem, ó Rei dos Mártires e de Todos os Santos e Santas!

Pedro ainda falava sobre essas coisas, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra. E os fiéis, que eram da circuncisão (vindos do judaísmo, israelitas), que tinham vindo com Pedro, ficaram espantados ao ver que também sobre os pagãos se derramara o dom do Espírito Santo, pois os ouviam falar em línguas e engrandecer a Deus. Então disse Pedro: ‘Poderia alguém recusar a água do Batismo para eles, que receberam o Espírito Santo como nós?’. E decidiu que fossem batizados em Nome de Jesus Cristo”.

A caridade é assim: dá à Igreja falar em qualquer língua, mesmo as mais remotas, pois o amor fala também, e principalmente, na linguagem dos gestos, a única que comunica pai e mãe com a criancinha recém-nascida. O vento é invisível, mas sentimos logo seus efeitos. É o Espírito que impeliu o crescimento da Fé desde os começos, é o Espírito que nos faz superar perseguições e crises, é o Espírito que toca e move os corações. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e renovai-nos no fogo do Vosso Amor!