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Santa Margarida Maria (1647-1690) 16 de outubro

Santa Margarida Maria (1647-1690)
16 de outubro

Em sua Autobiografia, Santa Margarida Maria escreveu: “Desde que minha alma ficou penetrada por esses sentimentos, desejava quem minhas penas não cessassem…” *. “Ora, direis, ouvir estrelas”! Que sofrimentos e penas teria uma irmãzinha piedosa, vivendo no convento, sem pôr os pés na rua, sem ter de enfrentar a luta contra a fome, o frio, a falta de trabalho de tantas mães do mundo inteiro. Sem comparar dores, Santa Margarida Maria carregou a cruz no convento: suas companheiras a julgavam uma iludida e até como alguém que quisesse se dar importância com “estórias” de aparições… E havia o peso do amor! O amor faz compadecer, o amor faz sofrer! Para muitos de nós, a meditação da Paixão e Morte do Salvador é um ato de piedade, “que nos faz bem”. Mas não nos toca, não nos leva a lágrimas… Para Santa Margarida Maria tudo isso era real, porque lhe foi dado a capacidade de muito amar: “Desejava que minhas penas não cessassem, nem por um instante, porque tinha Jesus sempre presente, sob a figura do Crucifixo ou do ‘Ecce Homo’ (‘Eis o Homem’ – Pilatos)”.

Além disso, um pormenor, “uma pedrinha do sapato”, que não dá para tirar, quando temos de caminhar longamente… Margarida Maria era francesa e a França é a terra dos queijos! “Como podia ser”, matutava a Superiora, “que a freirinha não gostasse de queijo… Bobagem! Coma queijo, Irmã Margarida Maria!” E, a pobre, que tinha um distúrbio que a fazia passar mal com o bendito queijo, sofria fisicamente e obedecia…

Santa Margarida Maria foi consolada com a compreensão do sábio jesuíta, São Cláudio de la Colombière, e a mensagem do Coração de Jesus chegou até nós! Aleluia!

* “Autobiografia”, Loyola / SP, 2012, 3ª ed., p.21