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Santa Teresinha (1873-1897)

Nós a chamamos assim, simplesmente, “Santa Teresinha”. Muitos dizem: “Santa Teresinha do Menino Jesus”. Ela se intitulava “Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face”, movida por intenso amor ao Filho Eterno do Pai Eterno, que se fez carne, habitou entre nós e por nós deu-se na Cruz, com a Face escura de sangue!

Ainda há quem a chame de Santa Teresa de Lisieux, pois foi no Carmelo desta cidade, escondida, que Deus a fez luz brilhante para nossos olhos admirados! Mas Teresinha nasceu em Lisieux, filha de um casal abençoado: os Beatos Luís e Zélia Martin! Eles tiveram 9 filhos, sendo que perderam 4! Assim a nona criança, quando Zélia tinha 41 anos, aumentou o cansaço daquela mãe trabalhadora, que levava adiante um ateliê de rendas de Alençon, cidade natal de Teresinha. O Pai, homem de grande fé e bondade, era joalheiro – relojoeiro. Os filhos do casal, que morreram criancinhas, foram: Helena, José Luís, José João Batista e Melânia Teresa. Maria (Irmã Maria do Sagrado Coração), Paulina (Irmã Inês de Jesus), Leôncia (Irmã Francisca Teresa) e Celina (Irmã Genoveva da Sagrada Face) se tornaram religiosas, sendo que apenas Leôncia não foi carmelita em Lisieux. Uma prima, Maria, também foi carmelita: Irmã Maria da Eucaristia. Hoje, nos espanta tanta fé católica e tanto amor a Jesus numa só família!

Teresinha guardou belas recordações de sua infância, mas que teve suas tristezas. A primeira foi inconsciente: o bebê teve de ser levado para os arredores, pois precisou de uma ama de leite, Rosália Teillé, que a salvou de uma enterite. A outra mágoa foi a morte de sua Mãezinha, quando ela tinha apenas 4 anos. Suas irmãs e seu Pai fizeram o possível para suprir a enorme falta! Uma aventura de criança impressionou a todos: com dois anos de idade ela saiu de casa sozinha para ir à Missa. Com 4 anos, Teresinha declarou: “Serei religiosa em um claustro”. Foi com esta idade que seu Pai se mudou com as filhas para Lisieux, a fim de contar com a ajuda dos tios na formação das filhas. A família guardou a memória de que ela, nesta idade, compreendeu seu primeiro sermão, pregado pela Pe. Ducellier, sobre a Paixão. Então compreendemos porque, aos onze anos, quis se inscrever na Confraria da Sagrada Face, e, mais tarde, já carmelita adotou o nome “do Menino Jesus e da Sagrada Face”!

O resto é conhecido: como pediu ao Santo Padre Leão XII para entrar no Carmelo aos 14 anos, como conseguiu licença especial para entrar aos 15, como escreveu pequenas poesias e peças de teatro para o recreio das Irmãs, como escreveu a História de uma Alma por decisão de suas Superioras, como, aos 24 anos, morreu de tuberculose óssea, em meio a grandes sofrimentos físicos e uma profunda desolação espiritual, mas com extraordinário testemunho de confiança no Coração de Jesus. Canonizada em 17 de maio de 1925, pelo Papa Pio XI, cerca de 500 mil peregrinos se reuniram na Praça de São Pedro, à noite, para homenageá-la! O mesmo Pio XI a declarou Co-padroeira da Missões, com o célebre jesuíta, São Francisco Xavier. Temos imensa alegria de venerar os dois como os Padroeiros do Apostolado da Oração! Em 19 de outubro de 1997, o Bem-aventurado Papa João Paulo II declarou a humilde Teresinha Doutora da Igreja! E a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro também quis se desenrolar sob a proteção desta jovem em anos, tão madura e sábia na santidade!