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Santíssimo Sacramento, a Divina Eucaristia

153. O que significa o Sacramento da Eucaristia, também chamado de Santíssimo Sacramento?

Na Última Ceia Jesus, dando graças (ou seja, “fazendo eucaristia”) tomou, primeiro, o pão e, depois, o cálice de vinho e os deu a seus discípulos. Naquela hora disse sobre o pão: “Tomai e comei, isto é o meu corpo. Sobre o cálice: Isto é o meu sangue” (ver Mc 14,22-25; Mt 26,26-29; Lc 22,15-20; 1Cor 11,23-25)

Jesus tinha anunciado este dom de Si a nós, dizendo: “Eu sou o Pão Vivo descido do céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. O Pão que vou dar é a minha carne para a vida do mundo … Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,51-56).

Nesta “boa ação de graças” (“eucaristia”), Jesus nos dá a Si mesmo como alimento de vida eterna. Porque a eucaristia é o dom do próprio Jesus, sua presença real sob as aparências (“espécies”) do pão e do vinho, ela é o grande sacramento, o maior dos sacramentos, o Santíssimo Sacramento.

154. Por que a Eucaristia é o Santo Sacrifício?

Ela é o Santo Sacrifício porque recebemos na Eucaristia o Corpo do Senhor, que é entregue por nós, e o Seu preciosíssimo Sangue, por nós derramado (ver Lc 22,19-20). Na Eucaristia temos o próprio sacrifício que Cristo ofereceu, de uma vez por todas, ao Pai como expiação dos nossos pecados:
(Jesus Cristo) “é precisamente o Sumo Sacerdote que nos convinha: santo, inocente e imaculado, separado dos pecadores, elevado aos mais alto dos céus. Ele não precisa, como os sumos sacerdotes (da Antiga Aliança) oferecer sacrifícios a cada dia, primeiramente por seus próprios pecados, depois pelos do povo. Ele já o fez de uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo. Com efeito, a Lei (antiga) estabeleceu sumos sacerdotes sujeitos à fraqueza. Mas, a palavra do juramento (divino), que é posterior à Lei (ver Hb 1,5), estabeleceu um Filho eternamente perfeito” (Hb 7,26-28).

155. Quais são os sinais essenciais do Santíssimo Sacramento?

São o pão de trigo e o vinho (ou suco) de uva, sobre os quais o sacerdote – na pessoa de Jesus Cristo – invoca a bênção do Espírito Santo, na oração chamada epiclese, e pronuncia as palavras da consagração, como Jesus disse na Última Ceia.

Fazemos isto em memória d’Ele:”Fazei isto em minha memória” (Lc 22,19). O suco de uva é permitido em atenção aos sacerdotes e fiéis vítimas do alcoolismo, e todos os que não podem tomar vinho.

156 De que partes consta a celebração da Eucaristia, também chamada de Santa Missa ou celebração da Ceia do Senhor?

Depois da liturgia da entrada e do ato penitencial, segue-se a primeira parte principal da Santa Missa, que é a proclamação e escuta da Palavra de Deus, em particular do Santo Evangelho, com a pregação da Palavra, a oração da Fé (o Credo) e as orações dos fiéis.

Abrindo a segunda parte principal da Missa vem o Ofertório, quando se recolhem, junto com o pão e o vinho para o sacrifício, as ofertas dos fiéis para o socorro aos necessitados, manutenção do culto e do sacerdote (coleta e oração da coleta). A seguir do Ofertório, o Sacerdote entoa o Prefácio, oração de louvor, que prepara os corações, com o cântico do Santo (ver Is 6,3), para a grande oração eucarística, chamada “anáfora”, onde, como o Senhor Jesus, o sacerdote eleva ao Pai, na pessoa de Jesus, a oração da Igreja inteira e realiza a consagração, dando graças.

Depois da consagração, Jesus está presente na mesa da eucaristia, o altar (ver 1 Cor 10,17)

A oração do Pai Nosso prepara, com outras orações e a invocação ao Cordeiro de Deus para a santa comunhão, quando os fiéis recebem o alimento da vida eterna, o próprio Jesus, vítima do Santo Sacrifício. A palavra latina para dizer “vítima” é “hóstia”, e, por isso o Pão consagrado, o próprio Jesus em corpo, sangue, alma e divindade como Pão Vivo descido dos céus, é chamado comumente de “Santa Hóstia”.

Depois da comunhão a Igreja ensina que devemos ter um momento pessoal e silencioso, gozando a intimidade extraordinária da presença de Jesus em cada um dos comungantes. Este momento é encerrado com a Oração Depois da Comunhão, avisos da comunidade, bênção final e despedida.

Como, na despedida, em latim, o Sacerdote dizia “Ite, missa est”, a palavra “missa” do verbo “mittere”, enviar, tornou-se substantivo e nome popular da celebração eucarística, a Ceia do Senhor.

157. O que é a “consagração”? O que acontece na consagração?

Chama-se consagração o momento em que o sacerdote – na pessoa de Cristo Sacerdote – pronuncia a invocação do Espírito Santo (epiclese), diz as palavras do Senhor sobre o pão e sobre o vinho (Isto é o meu Corpo … Este é o cálice do meu Sangue … Fazei isto em minha memória). Depois da consagração do pão, ele eleva a Hóstia para que o povo adore a Presença real de Jesus. O mesmo faz com o cálice de vinho consagrado, Sangue derramado pelo Senhor para nossa salvação.

Na consagração o pão e o vinho são convertidos, mudados no Corpo e no Sangue do Senhor Jesus vivo, glorioso, ressuscitado. O que acontece por força da Palavra toda-poderosa de Deus e da ação do seu Santo Espírito, conforme o que Jesus fez e mandou fazer.

Esta mudança se chama de transubstanciação, o que quer dizer que o que faz subsistir (permanecer) o Pão e o Vinho Consagrados, o Corpo e o Sangue do Senhor, já não estamos mais diante de simples pão e vinho, mas da própria realidade de Jesus mesmo: Corpo, Alma, Sangue e Divindade.

Cremos firmemente que isto é possível a Jesus, que converteu água em vinho no sinal que nos deu em Caná da Galiléia: “Este princípio dos sinais, Jesus realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele” (Jo 2,11).