SÃO MARTINHO DE LIMA (1579-1639)
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Santo Agostinho nos dá dicas para rezar bem – 2

StoAgostinho_coração

– Sendo assim, se alguém encontra tempo para rezar demoradamente, sem que sejam prejudicadas outras atividades boas e até necessárias, isto não é mau e inútil (…). Mas orar por muito tempo não é o mesmo que orar com muitas palavras, como alguns pensam. Uma coisa são palavras em excesso; outra coisa é a constância do afeto. Pois do próprio Senhor (Jesus) se escreve (nos Evangelhos) que passava noites em oração e que orava demoradamente. Assim procedia para nos dar exemplo, Ele, que no tempo, é o Mediador oportuno e, junto ao Pai, Aquele que eternamente nos atende.

Meditando: Bom Jesus, neste mundo rezaste por nós, por mim também: “Ele é quem, nos dias de Sua vida mortal, dirigiu petições e súplicas, com veementes clamores e lágrimas, a Deus…” (ver Hb 5,7). Concede-me ser fiel à oração, contigo, por Ti e em Ti!

– Não haja na oração excesso de palavras, mas não falte muita súplica, se a intenção continuar ardente. Porque falar demais ao orar é tratar de coisa necessária com palavras supérfluas. Porém rogar muito é, com frequente e piedoso clamor do coração, bater à porta d’Aquele a quem imploramos (ver Lc 11,9). Nesta questão trata-se mais de gemidos do que de palavras, mais de chorar do que de falar. Pois Ele põe nossas lágrimas diante de Si (Sl 55,9) e nosso gemido não Lhe passa despercebido (ver Sl 37,9 Vulgata).

Meditando: Meu Jesus, nem meus irmãos nem eu somos indiferentes a Teu Coração! Que nos confiemos a Ti cada dia de nossas vidas, pois só Tu és bom, só Tu és Deus (ver MT 19,17).