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Santo de janeiro – São Paulo, o Convertido

No dia a 3 de setembro de 2008, o Santo Padre, Bento 16 pregou sobre a Conversão de São Paulo, “no caminho de Damasco, nos primeiros trinta anos do século I, depois e um período, no qual tinha perseguido a Igreja”. Então, Paulo, “inesperadamente, começou a considerar ‘perda’ e ‘esterco’ tudo o que antes constituía para ele o máximo ideal” (Fl 3,7-8).

Porque o coração de Paulo mudou e seus olhos se abriram para ver o que antes não tolerava olhar? Talvez sejamos tentados a parar nos pormenores da conversão de São Paulo: “luz do céu, queda por terra, a voz que chama, a nova condição de cegueira…” Mas qual é o centro desta história, quem importa mesmo? “Mas todos estes pormenores se referem ao centro do acontecimento: Cristo ressuscitado mostra-se como uma luz maravilhosa e fala a Saulo, transforma seu pensamento e a própria vida. O esplendor do Ressuscitado o cega. Nesta cegueira vemos exteriormente qual era sua realidade interior: sua cegueira em relação à verdade, à Luz, que é Cristo.”

 Somente depois do seu “sim” definitivo a Jesus no Batismo, aceitando o dom na Igreja é que Paulo voltou a abrir os olhos, vendo de verdade. Comenta o Santo Padre: “Na Igreja antiga,o Batismo era chamado também de ‘iluminação’, porque este Sacramento faz ver realmente”.

 E o que isto significa para nós? “Significa que também para nós o cristianismo não uma filosofia ou uma moral. Somos cristãos somente se encontramos com Cristo. Certamente, Ele não se mostra a nós deste modo luminoso e irresistível, luminoso, como fez com São Paulo para fazer dele o Apóstolo das Nações. Mas também nós podemos encontrar Cristo na leitura das Sagradas Escrituras, na oração, na vida litúrgica da Igreja. Podemos tocar o Coração de Cristo e sentir que Ele toca o nosso”.

 “Portanto rezemos ao Senhor para que Ele nos ilumine, para que nos doe no mundo o encontro com sua Presença. Assim nos conceda uma fé viva, um coração aberto, uma grande caridade para com todos, capaz de renovar o mundo.”