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Santo Inácio de Loyola: apresentando o menino da Casa Grande

Loyola inaciana: paisagem

Rezar 30 Dias com Santo Inácio de Loyola (em trabalho)

R. Paiva, SJ

1º DIA

Um menino nasceu na casa grande ¹

Um menino nasceu, o mais moço de 13 filhos do casal Dom Beltrão e Dona Marina, senhores da casa forte de Loyola, nos montes do País Basco. Somente o mais velho, herdaria as propriedades da família, segundo as leis da época, que procuravam manter o poder das famílias feudais. Para as cinco irmãs, procuravam-se bons casamentos ou a vida em algum convento. Para os sete irmãos, algum papel nas guerras, na Igreja ou no judiciário. Sabemos de três dos sete que morreram combatendo, ou em Nápoles ou na América. Um deles era o mais velho, o herdeiro. Dom Martin, o segundo, se tornou o futuro senhor de Loyola.

Ele iria combater em Pamplona, capital de Navarra, tomada pelo exército francês. Nesta batalha seria ferido o caçula, Iñigo, e toda uma história inesperada começaria. Deus tudo vê tudo provê. E dos malfeitos humanos, tira bondades surpreendentes. É Sua “mágica”!

Iñigo, mais tarde Inácio,Mais tarde Santo Inácio de Loyola, nasceu em 1491. Sua Mãe já estava exaurida por tantos partos e afazeres de senhora de casa grande. O bebê foi entregue a Maria de Garin, para que o amamentasse. Er a esposa de um ferreiro. Com eles, Iñigo aprendeu a falar basco, sua língua materna. Mais tarde aprendeu castelhano, língua falada por sua nobre família, aliada tradicional da monarquia castelhana. Já mais crescido, o menino voltou à casa grande, onde começou uma educação mais formal. Sabemos que aprendeu a escrever em espanhol, com excelente letra, muita conhecida pelos seus numerosos escritos.

Também foi muito bem instruído em religião, católico praticante, o que não iria impedi-lo de muitas aventuras, de uma moral pagã, como hábito entre os fidalgos e mesmo reis da época, até sua conversão, já adulto. Orgulho e sensualidade fizeram parte de sua vida de adolescente e rapaz e primeira idade adulta. Teve um instrutor, pago por seu pai, mas não foi muito devoto aos estudos de gramática latina, e sim ao uso da espada e do arcabuz, e arte de montar em cavalos de guerra. As cartas de Inácio a seus parentes sempre foram escritas em espanhol.

Outra santa caçula, também precisou de uma ama de leite, pois a mãe, Santa Zélia, esposa de São Luís Martin, já sofrendo do câncer que a levaria logo, não pôde amamentá-la. Teresinha precisou de alguns anos para vencer, graças a um “pequeno milagre de Natal”, sua excessiva sensibilidade, que a levava a chorar por tudo e por nada ².

Deus é Bom! Ele ó protetor das viúvas e pai dos órfãos (ver Sl 68/69,5). Inácio e Teresinha foram amamentados fora de casa, longe das mães. E ficaram marcados com estes primeiros dias, e mais ainda com a morte delas, tão cedo. A muitos, cosias assim, fazem descrer em Deus Bondoso. È tempo de rezar o Salmo (Sl 9/10,9-18):

“O ímpio, no seu íntimo, diz: ‘Deus tudo esquece!
Cobre sua face e nunca vê nada!’

Levanta-te, Senhor! Ergue Teu punho!
Não Te esqueças dos pobrezinhos!

Por que o ímpio blasfema contra Ti,
Dizendo em seu coração:
‘Deus não pede contas!’

Tu vês a tristeza e o sofrimento.
Para tomá-los em mãos, Tu olhas para eles.

O desamparado a Ti se abandona,
Do órfão Tu mesmo és o socorro (…)

Tu ouves, Senhor, o desejo dos pobres,
Tu lhes dás atenção e coragem.

A oprimidos e pobres Tu fazes justiça
E impedes que simples mortais lhes façam medo!”

Rezar a própria vida:

• Ver-se sob os bons olhos de Deus. Ele só nos olha com bons olhos, porque não tem outros.
• Pedir-lhe a graça de bem rezar.
• Lembrar alguma vez em que se sentiu abandonado.
• Pedir ou agradecer conforme lhe vier ao coração.
• Repetir o versículo do Salmo acima que lhe fez bem ou o questionou.
• Imaginar-se diante de Jesus Crucificado, ou fixar os olhos num Crucifixo, e dizer o que lhe vier ao coração.
• Concluir com o Pai Nosso.

¹ Em geral, os dados sobre a vida de Santo Inácio são tirados na monumental obra de Ricardo Garía – Villoslada, SJ, “Santo Inácio de Loyola”, Loyola / SP 1991, edição esgotada.