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São Bento: a humildade e a escada de Jacó

A Humildade

(capítulo 7 da Regra de São Bento, 3a edição, Edições Subíaco, 2016, Juiz de Fora / MG)

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Irmãos, a Escritura divina clama a nós, dizendo: Todo aquele que se exalta será humilhado e todo aquele que se humilha será exaltado (Lc 14,11; 18,14). Indica-nos com isso que toda elevação é um tipo de orgulho, da qual o Profeta mostra se precaver, quando diz: Senhor, meu coração não se exaltou, nem foram altivos os meus olhos. Não andei em grandezas, nem em maravilhas acima de mim (Sl 130,1). Mas, que seria de mim se não me tivesse feito humilde, se tivesse exaltado a minha alma? Como aquele que é desmamado de sua mãe, assim retribuirias à minha alma (Sl 130,2).

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Se, portanto, irmãos, queremos atingir o cume da suma humildade, se queremos chegar rapidamente àquele exaltação celeste, para a qual se sobe pela humildade neste vida presente, deve ser construída pela ascensão de nossos atos, aquela escada que apareceu em sonhos a Jacó, na qual lhe eram mostrados anjos que subiam e desciam (Gn 28,12). Essa descida e subida, sem dúvida, não significa outra coisa, para nós, senão que pela exaltação se desce, e, pela humildade, se sobe. Essa escada ereta é a nossa vida é a nossa vida neste mundo, a qual é elevada ao céu pelo Senhor, se nosso coração se humilha. Quanto aos lados da escada, dizemos que são nosso corpo e nossa alma e, nesses lados, a vocação divina inseriu, para serem galgados, os diversos degraus da humildade e da disciplina.