Nova edição revista e ampliada do Manual do Coração de Jesus; Novas faces da humildade; Sentir com a Igreja; documentos da pedagogia dos jesuítas
Janeiro 20, 2016
“O Deus desejável”; “Ilusão financeira”; “Autos do processo de Vieira na Inquisição”, etc.
Fevereiro 4, 2016

São Brás, o que abençoa nossas gargantas – 3 de fevereiro

São Brás – 3 de fevereiro

 Sua popularidade permanece grande entre nós, por causa da bênção da garganta, oferecida aos fiéis com duas velas cruzada e estas palavras: “Pelas orações e méritos de São Brás, Bispo e Mártir, Deus te livre dos males da garganta e de qualquer outro mal”.

 Ele foi Bispo de Sebaste, Armênia. Consta que era médico. Durante a perseguição de Diocleciano, ele teria se refugiado numa caverna, vivendo como eremita, de onde acompanhava e apoiava os cristãos. Ele seguiu o conselho do Salvador: “Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra” (Mt 10,23). Descoberto e preso, continuou a fazer o bem aos que o procuravam. Entre as pessoas necessitadas, veio uma mãe, apavorada com a sufocação de seu filhinho com uma espinha de peixe. Com um sinal de bênção, o santo Bispo o livrou desta agonia e da morte certa. Um outro milagre teria sido a recuperação de um porquinho de uma pobre mulher, levado por um lobo, e que foi recuperado são e salvo. A agraciada, como gesto de reconhecimento, levou alimento ao prisioneiro e uma vela para iluminar sua cela. São Brás, muito grato, lhe teria dito: “Acende cada ano uma vela na igreja que será construída em minha honra: vai te fazer bem e nunca te faltará o necessário”.

 O certo é que os cristãos conservaram com carinho a memória da atenção do seu Bispo pelas aflições e necessidades dos mais humildes. Mesmo que tenham enfeitado os fatos com sua gratidão, não podemos duvidar que eles aconteceram, fundamentado nossa devoção constante e duradoura a São Brás. Pode ajudar a valorizar a bênção de São Brás lembrar que “a garganta” significava também no Antigo Testamento a própria vida humana. Assim, acolhendo a bênção da garganta, recebemos a bênção para seguir o Evangelho.

 São Brás foi decapitado em 316, depois de torturado cruelmente, imitando assim a entrega de Cristo, “amando até o fim” (ver Jo 13,1).