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São Cipriano: o Pai Nosso (2) – Nossa oração é pública e universal *

São Cipriano: o Pai Nosso (2) – Nossa oração é pública e universal *

• Antes de mais, (Jesus) o Doutor da Paz e Mestre da Unidade, não quis que cada qual rezasse apenas sozinho, e, em particular, para si só. De fato, não dizemos: “Pai meu, que estais nos céus”; nem “O meu pão dai-me hoje”. Do mesmo modo não se pede só para si o perdão da dívida ou não cair em tentação e ser livre do mal, pedindo apenas por si. Nossa oração é pública e universal! Quando oramos, não se reza apenas por si próprio, mas rezamos pelo povo todo. O povo forma (em Cristo) uma só realidade.
• O Deus da Paz e Mestre da Concórdia, que pregou a unidade, quis que assim orássemos: um por todos, como Ele, em si mesmo, carregou a todos.
• Os três jovens, atirados na fornalha ardente (ver Dn 3), observaram esta lei da oração, harmoniosos na prece e concordes pela união dos espíritos. A firmeza da Sagrada Escritura o declara. Descrevendo a maneira como eles rezavam, apresenta-os como modelos a ser seguidos em nossas preces, a fim de que nos tornemos semelhantes a eles. Diz a Escritura que os três jovens, como por uma só boca, cantavam um hino, bendizendo a Deus. Falavam como se tivessem um só boa e, no entanto, Cristo ainda não lhes havia ensinado a orar.
• Assim, a palavra foi favorável e eficaz para esses (jovens) orantes. Realmente, a oração pacífica, simples e espiritual, mereceu a graça do Senhor.
• Do mesmo modo vemos orar os Apóstolos e os discípulos, depois da Ascensão do Senhor: “Eram todos perseverantes unânimes na oração, com as mulheres e com Maria, Mãe de Jesus e os irmãos d’Ele” (ver At 1,14).
• Perseveravam unânimes na oração, manifestando tanto a pela persistência, como pela concórdia de sua oração, como Deus – “que os fez habitar unânimes na casa” – só admite na eterna e divina casa aqueles, cuja oração for unânime.
• De extraordinário alcance, irmão queridíssimos, são os mistérios da oração dominical (o Pai Nosso)! Mistérios numerosos, profundos, contidos em poucas palavras, ricas em força espiritual, encerrando tudo o que nos importa alcançar!
• “Rezai assim”, diz Ele: “Pai nosso, que estais nos céus”.
• O homem novo, renascido e, pro graça, restituído a seus Deus, diz, em primeiro lugar: “Pai!”; porque já começou a ser filho!
• “Veio para os que eram seus e os seus não o receberam . A todos, porém, que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aqueles que creem em Seu Nome.
• Quem, portanto, crê em Seu Nome e se fez filho de Deus deve começar por aqui: dar graças e confessar-se filho de Deus, declarando Deus ser o seu Pai nos Céus.

* Liturgia das Horas, terça feira da 11ª semana do Tempo Comum.