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São Cipriano: Pai Nosso (5) – Depois do Pão…

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custódia

• Continuando a oração, pedimos: “O pão nosso de cada dia nos daí hoje”.
• Podemos entender (este pedido), é claro, tanto no sentido natural como no espiritual. De ambos os modos, Deus se serve para nossa salvação.
• Cristo é o Pão da Vida, e este Pão não de todos: é nosso.
• Assim como dizemos que Deus é Pai nosso, por ser Ele Pai dos que entendem e creem, assim dizemos “Pão nosso”, porque Cristo é o Pão dos que comem Seu Corpo.
• Pedimos a dádiva deste Pão todos os dias.
• Não aconteça que nós, que estamos em Cristo, e, diariamente, recebemos Sua Eucaristia como alimento de Salvação, sobrevindo alguma falta mais grave, nos abstenhamos e sejamos privados de comungar o Pão do Céu, e venhamos a nos separar do Corpo de Cristo.
• Porque são estas as Suas Palavras: “Eu sou o Pão da Vida, que desci do céu. Se alguém comer deste Pão viverá eternamente. O Pão que darei é minha Carne para a Vida do mundo” (ver Jo 6,31-51).
• Dizendo Ele que viverá eternamente quem comer deste Pão, como é evidente que vivem os que pertencem a Seu Corpo e recebem a Eucaristia nas devidas disposições, assim é de se temer, pelo contrário, que se afaste da Salvação o que se abstém do Corpo de Cristo, conforme Sua advertência: “Se não comerdes a Carne do Filho do Homem e não beberdes do seu Sangue, não tereis a Vida em vós” (Jo 6,53).
• Por este motivo pedimos que nos seja dado diariamente nosso Pão, o Cristo, para que não nos apartemos de Sua santificação e de Seu Corpo, nós que permanecemos e vivemos em Cristo.
• Em seguida também suplicamos por nossos pecados: “E perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos a nossos devedores”. Depois do pão pedimos o perdão dos pecados.
• Como é necessária, providencial e salvadora a advertência de sermos pecadores, obrigados a rogar a Deus por causa de nossos pecados!
• Porque, quando recorre à indulgência de Deus, a alma se lembra de sua condição, a fim de que ninguém esteja contente consigo mesmo, como se fosse inocente, e, pela soberba se perca mais completamente, quando se lhe ordena pedir todos os dias o perdão pelos pecados, cada qual toma consciência de que, diariamente, peca.
• Assim também João (Evangelista), em sua carta, nos adverte: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não estará em nós. Se, porém, confessarmos as nossas culpas, o Senhor, justo e fiel, há de perdoar nossos pecados” (ver 1Jo 1,8-10).
• Nesta carta, (São João) reuniu duas coisas: o dever de rogar pelos pecados e, rogando, suplicar indulgência. Por isso afirma que Deus é Fiel, mantendo Sua promessa de perdoar nossas culpas, pois quem nos ensinou a orar por nossas dívidas e pecados também nos prometeu, logo em seguida, a misericórdia paterna e o perdão.