São Cipriano: Pai Nosso (5) – Depois do Pão…
julho 16, 2013
Novidades Loyola – 03.07.13
julho 25, 2013

São Cipriano: Pai Nosso (6) – Na Paz de Deus

São Cipriano: Pai Nosso (6) – Na Paz de Deus

Nós, filhos de Deus, permaneçamos na Paz de Deus

bompastor_paz

• Cristo acrescentou claramente uma lei que nos obriga a determinada condição: que peçamos a remissão de nossas dívidas, se nós próprios perdoarmos os nossos devedores, sabendo que não poderemos alcançar o perdão pedido, a menos que façamos o mesmo, com os que nos ofendem.
• Por esta razão, diz em outro lugar: “Com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos” (Mt 7,2).
• Aquele servo que foi perdoado de toda a dívida por seu senhor, mas não quis perdoar o companheiro, foi lançado ao cárcere. Por não ter querido ser indulgente com o companheiro, perdeu a indulgência com que tinha sido tratado pelo seu senhor (ver Mt 18,23-35).
• Cristo propõe o perdão com preconceito mais forte e censura ainda mais vigorosa: “Quando fores orar, perdoai se tendes algo contra o outro, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os pecados. Se não perdoardes os pecados, também vosso Pai, que está nos céus, não vos perdoará os pecados” (ver Mt 6.12-14).
• Não te restará a menor desculpa no Dia do Juízo, quando serás julgado de acordo com tua própria sentença e o que tiverdes feito, isto sofrerás.
• Deus ordenou que sejamos pacíficos, concordes e “unânimes em sua casa” (ver Salmo 67/68, 6-8.36).
• Mandou-nos que sejamos tais como nos tornou pelo segundo nascimento. Assim também ele nos quer renascidos e perseverantes.
• Deste modo, nós, filhos de Deus, permaneçamos na paz de Deus e os que possuem um só Espírito tenham uma só alma e um só coração.
• Deus não aceita o sacrifício do que vive em discórdia e ordena deixar o altar e ir primeiro se reconciliar com o irmão, para que, com preces pacíficas, possa Deus ser aplacado. Maior serviço para Deus é nossa paz e concórdia fraterna o povo que foi feito uno pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
• Nos sacrifícios que Abel e Caim foram os primeiros a oferecer, Deus não olhava os dons, mas os corações.
• Assim, a Ele agradava pelo dom quem Lhe agradasse pelo coração.
• Abel, pacífico e justo, sacrificando com inocência a Deus, ensinou os outros a depositar seus dons no altar com temor a Deus, simplicidade de coração, empenho de justiça e concórdia.
• Quem realizou assim no seu sacrifício em honra a Deus tornou-se, merecidamente, um sacrifício para Deus. Sendo o primeiro a dar a conhecer o martírio, iniciou pela glória de seu sangue a paixão do Senhor, por ter mantido a justiça e a paz do Senhor.
• Estes serão, no fim, coroados pelo Senhor. No Dia do Juízo, eles triunfarão com o Senhor.
• Quanto aos discordantes, aos dissidentes, aos que não mantêm a paz com os irmãos, mesmo que sejam mortos pelo Nome de Cristo, não poderão, conforme o testemunho do Santo Apóstolo e da Sagrada Escritura, escapar do crime de desunião fraterna, pois está escrito: “Quem odeia seu irmão é homicida” (1Jo 3,15).
• Não chega ao Reino dos Céus, nem vive com Deus um homicida. Não pode estar com Cristo quem preferiu a imitação de Judas (Iscariotes) à imitação de Cristo.