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São João Damasceno (676-749) – 4 de dezembro

Quando os discípulos de Maomé saíram da Arábia, unificados pela fé islâmica e pelo desejo de se apossarem das terras férteis e cidades prósperas dos cristãos (século VII), para organizarem a administração das suas conquistas, tiveram de recorrer a funcionários cristãos. João era filho de um alto funcionário da corte do califa de Damasco, e seu filho o sucedeu no cargo. João, instruído por um escravo e monge cristão, chamado Cosme, foi o “logoleta”, o porta voz da comunidade cristã junto ao califa.

Influenciado pelo exemplo de Cosme, João decidiu tornar-se monge. Assim abandonou a vida em Damasco, e entrou na “laura”, isto é, mosteiro de São Sabas em Jerusalém, onde veio a ser ordenado sacerdote. Foi designado para pregador na Basílica do Santo Sepulcro.

Conhecedor da filosofia clássica dos antigos gregos, cultivou o pensamento de Aristóteles, muito prestigiado na cultura árabe, onde é chamado de “o Filósofo”. Denominado de “Damasceno”, por ser natural de Damasco, São João é um teólogo notável, considerado “Doutor da Igreja”, título concedido pelo Papa Leão XIII (1890). Sua grande obra teológica é “A Fonte do Conhecimento”. Mas são célebres os “Três discursos a favor das Sacras Imagens”. Naqueles anos, influenciado pelos ataques de judeus e de muçulmanos contra a veneração de imagens, o novo imperador de Constantinopla, Leão, o Isauro, baniu os ícones e perseguiu os que os conservavam, acusados de idolatria. A mão de ferro de Leão não atingiu São João Damasceno, pois o califa islâmico era muito mais compreensivo e tolerante do que o imperador cristão.

Na Missa de sua memória festiva, assim a Igreja reza:

“Concedei-nos ó Deus, encontrar apoio nas orações do presbítero São João Damasceno, para que a verdadeira fé, por ele ensinada de modo tão eminente, seja sempre nossa luz e nossa força…”.