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São João Maria Vianney, o Santo Cura D’Ars 1786 – 1859 Festa 4 de agosto

 

Nasceu, em 1786, num período turbulento da história da França e da Europa, sacudidas pela Grande Revolução Francesa de 1789, que derrubou muitos tronos e cortou muitas cabeças coroadas e de aristocratas.

Sua família era de agricultores da região de Lião, pobres, religiosos e sinceramente católicos. Entre eles havia a lembrança de terem hospedado o Santo mendigo, São Bento Labre. Durante o período do terror e em outros anos de perseguição, nunca hesitaram em esconder os Padres fiéis, que se tinham recusado aos juramentos exigidos pelo governo revolucionário, e continuavam a acudir as necessidades dos fieis, com risco da própria vida. Foi a saga destes confessores da fé que ajudou João Maria a se decidir pelo sacerdócio, passando muitas dificuldades nos estudos, que só pôde começar bem tarde.

Outro episódio de sua juventude de trabalhador rural foi ter sido tido como fugitivo do serviço militar, mas foi inocentado e terminou sendo ordenado, apesar de fraco no latim, exigido naqueles tempos. Tinha 32 anos quando lhe foi confiado o curato (menos que paróquia) dum lugarejo perdido entre as montanhas: Ars. Ali iria ficar até sua morte, com 73 anos de idade (1859).

Encontrou o lugar com o rebanho disperso, festas pagãs, nenhuma ideia de frequência à Missa, confissões, eucaristias, atos de piedade. Na sua Missa de estreia, teriam comparecido apenas duas senhoras. Ele começou alimpar pessoalmente a casa paroquial e a igreja, a investir em longas horas de oração diante do Santíssimo Sacramento. Andava pelos caminhos, entrando em contato com sua gente. Falava de Deus, das coisas de Deus, dos deveres da vida cristã. Pregações e catequeses, simplicidade em tudo, amabilidade, muita oração e vida penitente foram as armas para mudar seu povo. Seu confessionário logo se tornou famoso. Lia as consciências e ajudava a mudanças sinceras. Pouco a pouco começaram a vir penitentes de outros lugares no lombo de mulas e carruagens. O governo francês se viu obrigado a abrir um ramal de estrada de ferro pela montanha, para atender ao fluxo sempre crescente de peregrinos.

O mesmo governo lhe conferiu a alta distinção da Legião de Honra, que ele, sempre humilde, recusou. Recusou a nomeação de cônego. No tempo de carestia, nevascas, estradas bloqueadas, no orfanato e asilo que fundara, as reservas se multiplicaram milagrosamente, e nenhum dos abrigados passou necessidade. De repente o mundo todo tinha ouvido falar de Ars e de seu cura. Chegou ao número extraordinário de 100 mil peregrinos em busca do pequeno Padre.

Primeiro canonizado, depois declarado padroeiro dos Párocos, hoje é Padroeiro de todos os Padres.