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Sobre o Casamento Palavras do Santo Padre Francisco na homilia (06.09.17)

Sobre o Casamento

Palavras do Santo Padre Francisco na homilia (06.09.17)

Para “ouvir” e rezar este texto, comece – num lugar e momento serenos – com um bom e belo Sinal da Cruz. Leia sem pressa de ir adiante, deixando que a imaginação o leve lá, onde foi a imaginação do Papa, guiada pelos Evangelhos. Sem pressa, pare onde perceber ou sentir alguma coisa de especial. Então reze! Ora agradecendo, ora pedindo, ora, simplesmente, “curtindo”. Termine respondendo ao que o Espírito lhe tiver dado com palavras de amigo a Amigo, de criatura ao Criador, de redimido ao Redentor!

Um cristão sempre está alegre, quando vai à festa do casamento (…) Quando se é o noivo não é tempo de jejuar, não se pode estar triste (…) Penso que seja este o motivo mais profundo, pelo qual a Igreja guarda com tanto cuidado o Sacramento do Matrimônio, e o chama ‘o Grande Sacramento’, porque ele é a própria imagem da união de Cristo e da Igreja (Assim duas atitudes devem ser vividas neste Sacramento:) Antes de tudo a alegria, porque é uma grande festa. O cristão é, essencialmente, alguém alegre. Por isso, no final do Evangelho, quando servem o vinho, quando falam do vinho, me lembro das bodas de Caná: por isto Jesus fez aquele milagre. Por isto Nossa Senhora, quando percebeu que não tinham mais vinho, e se não havia vinho, acabava a festa – imaginem terminar aquele casamento bebendo chá ou suco de uva, não ia funcionar! – e era festa, e Nossa Senhora pediu o milagre!

Assim é a vida cristã: a vida cristã tem este aspecto alegre, de coração jubiloso (…) De certo, há momentos de cruz, momentos de dor, mas sempre há paz profunda de alegria, porque a vida cristão se vive como festa, como as bodas de Jesus com a Igreja (…) Alguns mártires foram aos suplícios como se fossem à festa do casamento: naquela hora tinham corações jubilosos (…) A Igreja se une com o Senhor, como a Esposa com o Esposo, e, no fim do mundo, haverá a festa definitiva.

A segunda atitude que deve ter o cristão, nós o descobrimos na parábola do casamento do filho do rei. Todos foram convidados à festa, os bons e os maus. Mas, quando a festa tem início, o rei olha alguém sem a roupa apropriada. E pensamos: ‘Mas, Pai, como é? Foram encontrados nas encruzilhadas e se exige deles roupas adequadas? Como se entende isto?’ É muito simples! Deus só nos pede uma coisa para entrarmos na festa: tudo! O Esposo é o mais importante; o Esposo preenche tudo! E isto nos leva à primeira leitura, que nos fala tão fortemente da totalidade de Jesus, o Primogênito de toda a Criação. N’Ele todas as coisas foram criadas, foram criadas por meio d’Ele e em vista d’Ele. Tudo! Ele é o centro, Ele é mesmo o Tudo!

Jesus é também a Cabeça do Corpo da Igreja, Ele é o Princípio. Deus Lhe deu a plenitude, a totalidade, porque n’Ele são reconciliadas todas as coisas. Se a primeira atitude é festa, a segunda é reconhecer que Ele é o Único. Requer-se apenas isto: reconhecê-l’O como o Único Esposo (…) Ele é sempre Fiel e nos pede a fidelidade. Por isto não dá certo querer ter uma festinha só nosso e que não seja a grande festa. O Senhor disse que não podemos servir a dois senhores: ou se serve a Deus ou se serve ao mundo”.

Esta é a segunda atitude o cristão: reconhecer Jesus como o tudo, o centro, a totalidade. Mas sempre temos a tentação de guardar este vinho novo em atitudes velhas. Este é o pecado e somos todos pecadores, Mas reconhece: ‘Isto é um pecado’. Não dizer: “Ah! Isto combina com aquilo!’. Não! Os odres velhos não podem suportar o vinho novo. O Evangelho é a novidade! Jesus é o Esposo, o Noivo que desposa a Igreja, e Jesus faz aquela grande festa! Jesus nos pede a alegria da festa, a alegria de sermos cristãos. E nos pede, no entanto, a totalidade: Ele é tudo!

Se tivermos algo que não seja d’Ele, arrependamo-nos, peçamos perdão e sigamos adiante. Que o Senhor nos dê, a todos nós, a graça de ter sempre esta alegria, como se estivéssemos indo à festa das bodas. E também ter aquela fidelidade ao que é o Único Esposo, o Senhor!”.