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Teresinha, Faustina, João Paulo II, Bento XVI e Francisco rezam conosco a Misericórdia

A Co-padroeira do Apostolado da Oração e das Missões entre os povos, Doutora da Igreja, Santa Teresinha do Menino Jesus, escreveu *:

“Oh, meu Deus, vosso Amor desprezado, vai ficar em vosso Coração? Parece-me que, se encontrásseis almas, que se oferecessem como vítimas de holocausto a vosso Amor, as consumiríeis rapidamente. Parece-me que estaríeis feliz em não conter as ondas de infinitas ternuras que estão em vós! Se vossa Justiça gosta de descarregar-se – embora só se exerça aqui na terra – quanto mais vosso Amor Misericordioso, que se eleva até os Céus, deseja abrasar as almas!”

– Em muitos dos depoimentos autobiográficos, cartas, poesias de Santa Teresinha encontramos referências e até voto ao Amor Misericordioso de Jesus, isto é, amor ao miserável, ao pecador, ao perdido, ao que não merece, àquele de quem não gostamos e em quem nada vemos de valor! Este amor encantou Santa Faustina, “a grande apóstola da Misericórdia”, como a denomina o Papa Francisco (1). Sua mensagem encontrou eco no coração de São João Paulo II, que escreveu para o mundo a carta “Rico em Misericórdia”. Deus amado, Tu és mesmo rico em misericórdia (Ef 2,4)! Toca nossos corações, para que sejamos, também nós, misericordiosos como o Pai é misericordioso (ver Lc 6,36)!

O Papa Bento começou seu serviço aos servidores de Deus, escrevendo-nos a carta “Deus é Amor”. Ele insiste que é preciso recordar, guardar no coração, como “Jesus se identifica com os necessitados: famintos, sedentos, forasteiros, nus, enfermos, encarcerados: ‘Sempre que fizeste isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizeste’ (Mt 25,40). Amor a Deus e amor ao próximo fundem-se num todo: no mais pequenino encontramos o próprio Jesus, e, em Jesus, encontramos Deus” (2).

– Bom Jesus, não só amas aos mais indignos e miseráveis de todo Coração, mas Tu Te identificas conosco, quando somos mais desvalidos e sem esperança de socorro nesta terra. Tu és Bom e “só Deus é Bom” (ver Lc 18,19), só Tu és Amor até o fim (ver Jo 13,1), Amor sem fim!

Escreve o Papa Francisco:

“A missão que Jesus recebeu do Pai, foi a revelar o mistério do amor divino na sua plenitude. ‘Deus é amor’ (1Jo 4,8.16), afirma-o, pela primeira e única vez em toda a Escritura, o evangelista João. Agora este amor se tornou visível e palpável em toda a vida de Jesus. Sua Pessoa não é senão Amor, um Amor que se dá gratuitamente”.

– Amas porque amas. Não precisas – como tantas vezes entre nós, amar porque vemos ou imaginamos ver em alguém qualidades, ou porque serve a nossos interesses conscientes ou inconscientes – porque Tua natureza é Amor, e nada precisas, além de Ti, fora de Ti, para amar…

Não precisas ver merecimento em mim! Tu me dás merecimento amando-me e me amas porque amas, sem outra razão. Bom Pastor, Tu me buscas não porque eu seja boa ovelhinha, limpinha e mansinha, mas porque me meti no espinheiro (ver Lc 15,3-7)! Vem, Jesus, vem nos salvar!

O Papa Francisco continua nos levando a amar e rezar e converter:

“Os sinais que (Jesus) realiza, sobretudo para com os pecadores, as pessoas pobres, marginalizadas, doentes e atribuladas, decorrem sob o signo da misericórdia. Tudo n’Ele fala de misericórdia. N’Ele não há nada que seja desprovido de compaixão. Vendo a multidão de pessoas que O seguia cansada e abatida, Jesus sentiu, no fundo do coração, uma intensa compaixão por elas (ver Mt 9,36). Em virtude deste amor compassivo, curou os doentes que Lhe foram apresentados (ver Mt 14,14) e, com poucos pães e peixes, saciou grandes multidões (ver MT 15,37). Em todas as circunstâncias, o que movia Jesus era apenas a misericórdia, com a qual lia os corações dos seus interlocutores e dava as respostas às necessidades mais autênticas que tinham…” (3)

– Jesus, Teus discípulos, pela força do Teu Espírito, puro Amor-amor Teu e do Pai, têm realizado maravilhas assim! Têm cumprido Tua palavra: “Eu vos afirmo, esta é a verdade: quem crê em mim, fará as obras que eu faço e fará até maiores” (ver Jo 14,12). Lembro Vicente de Paulo com Luísa de Marillac e Ozanan, Francisco, com Clara e Antônio, Teresa de Calcutá e Dulce da Bahia, frei Galvão e Madre Paulina, José de Anchieta… Tu és nossa vida, outro Deus não há! Graças, Senhor, te damos graças!

Continua o Santo Padre Francisco:

“Quando (Jesus) encontrou a viúva de Naim, que levava o corpo de seu único filho a sepultar, sentiu grande compaixão pela dor imensa daquela mãe em lágrimas e entregou-lhe de novo o filho, ressuscitando-o da morte (ver Lc 7,15)”.

– Assim mostraste o amor que considera o luto, a tristeza, as mães que perdem seus filhos e ficam em desamparo. Nada te foi pedido. Ninguém esperava que Te fizesses presente, consolador, vivificador, na beleza da ação do Teu Espírito, Amor-amor! Quem como Tu, que és, para nós, o Rosto de Misericórdia do Paizinho do Céu, do Abá (ver Gl 4,6). Com alegre gratidão podemos dizer a oração, pequenina e bela, que nos deste: “Pai nosso…”

E o Papa lembra Tua gratuita bondade, quando, no caminho para Gerasa (ver Mc 15,19), libertaste o endemoninhado e o fizeste Teu discípulo – missionário, enviando entre os seus familiares, amigos, vizinhos…

– Esta é a missão do laicato fiel: na liberdade gloriosa dos filhos de Deus, testemunhar no seu ambiente a Tua misericórdia. Para essa missão o Papa Francisco nos envia, sempre de novo, como no alvorecer do terceiro milênio, São João Paulo II. Papa Francisco pede “aos irmãos Bispos” e lhes confia a tarefa de organizarem “nas dioceses ‘missões populares’, de modo que estes Missionários (da Misericórdia” sejam anunciadores da alegria do perdão” (4).

– Jesus, esperamos a graça da ternura de Teu Coração, que, quando os Bispos nos convocarem, já nos encontrem anunciando, com a palavra, a presença e as obras de misericórdia, corporais e espirituais, a alegria do perdão, a alegria do Evangelho!

* Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, “Obras Completas”, Loyola / SP 1997, p. 201.
(1) Papa Francisco, “O Rosto da Misericórdia”, 24.
(2) Papa Bento XVI, “Deus é Amor”, 15.
(3) Papa Francisco, “O Rosto da Misericórdia”, 8.
(4) Papa Francisco, “O Rosto da Misericórdia”, 18.