Treze Santos: São Francisco Xavier, correio de Cristo – 3ª parte
abril 27, 2013
Treze Santos: São Francisco Xavier, correio de Cristo – 5ª parte
abril 27, 2013

Treze Santos: São Francisco Xavier, correio de Cristo – 4ª parte

caravelaJá fundada a Companhia, Inácio o chamou para ser o primeiro secretário da nova Ordem. Quando alguém se queixou da demora das respostas ás cartas enviadas a Roma, Inácio, sorridente e com uma severidade brincalhona, respondeu: E de quem é a culpa? É do senhor mestre Francisco. Suas mãos estão duras de frio e ele não quer se dar conta de que o fogo serve também para aquecer!

Para as Índias
Mas, no meio desta vida quieta, sóbria, quase retirada, arrebentou uma bomba. Em 1539, o Rei de Portugal, Dom João III pediu a Inácio alguns padres para a Índia. Inácio ofereceu dois. Um deles morreu logo ao chegar a Lisboa. O outro foi vítima de um forte ataque de dor ciática. Inácio, também acamado, chamou Xavier: Ninguém pode ir. Vá você! Xavier respondeu: Muito bem! Estou aqui, parto logo!
Dispunha de menos de vinte e quatro horas para preparar-se. Ocupou-se em remendar o manto e Inácio completou os preparativos, dando-lhe seu colete.
A viagem para Portugal, cruzando os Alpes foi terrível: neve, torrentes cheias, brechas no gelo… Xavier, cujo bom físico ainda não se tinha enfraquecido, teve de ir puxando animais recalcitrantes, colando-se à parede dos desfiladeiros, amansando as montarias. Um jovem adido diplomático, até então um bom gozador da vida aqui e ali na Europa, não pôde conter-se sem comentar: “Pela primeira vez na vida, compreendi o que quer dizer ser cristão!”.

Lisboa
Xavier chegou a Lisboa, onde deu boas provas de seu valor apostólico e de seu amor aos pobres, servindo-os, como de costume, com sua próprias mãos. No dia 7 de abril, completando trinta e seis anos, embarcou na frota das Índias. Eram 35 caravelas. Uma entre dez era, geralmente, vítima de naufrágio. Francisco sofreu de enjôo por dois meses sem alívio. A comida e a água estragavam. Só iriam chegar ao destino apenas em maio do ano seguinte.

Moçambique
Quando lançaram âncora em Moçambique, porto conhecido como “cemitério dos portugueses” e quando dali partiram, Xavier já era visto em meio de grupos de devotos admiradores de soldados, marinheiros, escravos e naturais da terra.