Treze Santos: São Francisco de Assis, o Pobrezinho de Deus – 2ª parte
abril 27, 2013
Treze Santos: São Francisco de Assis, o Pobrezinho de Deus – 4ª e última parte
abril 27, 2013

Treze Santos: São Francisco de Assis, o Pobrezinho de Deus – 3ª parte

saofrancisco1Não posso explicar aqui a lenta, prudente e hesitante aprovação  obtida de Roma para tudo isto, nem falar da viagem do Santo ao exterior da Itália, até o acampamento do Sultão do Egito. Nem poderei descrever o amargo desapontamento, quando, finalmente, ele se deu conta (e apenas a doce simplicidade do seu coração não lhe permitiu compreendê-lo antes), que a massa dos seus seguidores não podia arder na mesma puríssima chama que o consumia, nem amar a pobreza com o mesmo ardor seu.
Também não poderei lembrar com vocês os milhares de riozinhos de arte, poesia, música, obras sociais, missionárias e educativas que brotaram de São Francisco.
Tirem o que se deve a Francisco na obra de Dante e de Giotto; ou no campo científico e filosófico, com Duns Scoto, Bacon ou São Boaventura; ou entre os governantes, como Santa Isabel da Hungria, que, como Dante, foi terciária franciscana, e que tesouros perderíamos! Podemos recordar ainda que Galvani, Volta e Ampère, três dos grandes nomes na história da eletricidade, foram terciários franciscanos.
Apenas evoco esta pequena obra prima literária, os “Fioretti” de São Francisco de Assis, mencionando o “Cântico do Sol”, composto por ele mesmo e no qual encontramos toda a natureza: o irmão vento e os ares, o tempo bonito e todo tempo; a irmã água, tão humilde, preciosa e casta; o irmão fogo, belo e forte, que ilumina a escuridão. A todos Francisco chama de irmãos e irmãs, não menos que os homens e mulheres que, em “muito melhor modo perdoam por Teu amor – e suportam enfermidades e tribulações – que, por Ti, Altíssimo, serão coroados”.
E antes de morrer acrescentou: Louvado seja o meu Senhor pela nossa irmã, a Morte Corporal, da qual nenhum vivente pode escapar … louvai e bendizei o meu Senhor e dai-Lhe graças e servi-O com grande humildade!”