Treze Santos: São Francisco Xavier, correio de Cristo – 4ª parte
abril 27, 2013
Treze Santos: São Francisco Xavier, correio de Cristo – 6ª e última parte
abril 27, 2013

Treze Santos: São Francisco Xavier, correio de Cristo – 5ª parte

Até as Ilhas da Esperança de Deus
Receio que seja impossível sequer mencionar os passos de sua atividade desde quando chegou a Goa.
ilhadegoa

Goa colonial portuguesa

O cristianismo, naquele ambiente de negocistas irresponsáveis era, quase sempre, uma farsa. Os funcionários do governo eram dos mais corruptos, e se alguém lhes denunciava os abusos e vinha a ser descoberto, tinha os seus dias contados. Indignado, Xavier proclamou com dor que os europeus eram os piores inimigos de si mesmos, dos indígenas e da própria fé.

Pelas costas da Índia
Entre os anos de 1542 e 1544 ele percorreu, por mar, 13 vezes os mais de mil quilômetros entre Goa e o Cabo Camorim, onde trabalhava, sobretudo, com os pescadores de pérolas de Paravar. Organizou escolas e também polícia. Era chamado até pelos rajás para presidir tratados com grupos armados e piratas. Era um mundo infestado pela disenteria, malária e elefantíase. Até 1545 ele tinha 30 mil cristãos, organizados para terem uma sólida catequese. E sua obra dura até nossos dias!

Ceilão
Depois foi ao Ceilão e, depois à luxuriosa Malaca, ainda hoje competidora de Cingapura. Naquele clima enervante, ele dormia, como de hábito, numa choça de folhas de palmeira, a cabeça apoiada numa pedra.

Quase na Nova Guiné
Dali, embarcou para as “Ilhas das Especiarias”, a oeste da Nova Guiné, Andou por ilhas de nativos belicosos, encastelados em suas montanhas, cobertas de florestas infestadas de mosquitos e também muito perfumadas. Mas os caçadores de cabeça de Bornéu, canibais, envenenadores da Ilha de moro, perversões morais horríveis de Ceram não intimidaram sua ardente esperança.
Nas Molucas, eram necessários três anos e nove meses para receber uma resposta de Roma. Xavier, para quem uma semana de separação dos amigos já era um sofrimento, recortou a assinatura da carta e a levava numa bolsinha, junto ao coração, com a cópia dos votos, que fizera a Cristo.
Estas ilhas, sempre ativamente vulcânicas, onde se encontravam fontes de lama, o solo era sacudido por tremores e o ar se fazia pesado de poeira, habitada por uma população rude e belicosa, eram sua terra feliz! Ele escreveu que deviam ser chamadas de “as Ilhas da Esperança de Deus”.
Naufragou três, cansou-se nas contínuas viagens e sofreu ataque de corsários muçulmanos e forçado a se esconder na mata. Escreveu: Nunca estive tão feliz e por tanto tempo em nenhum outro lugar!