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“Um povo sacerdotal”; “História Ecumênica da Igreja -2″; Papa Francisco: Reflexões na Esperança”

Jean Pierre Torrell, “Um povo sacerdotal”, Loyola / SP 2014, 21×14, 22 pp.

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O Autor, dominicano, professor emérito da Universidade de Fribourg, Suiça, se empenha em recordar aos cristãos que eles são povo sacerdotal, doutrina batismal, essencial, mas que causa certo desconforto nos nossos dias. Uma larga “Introdução” precisa os termos, na melhor tradição tomista: “Um povo sacerdotal”; “Questões de palavras, questões de coisas”. A seguir, um capítulo inicial apresenta “Cristo, origem de todo o sacerdócio”, pois Ele é “princípio e causa da salvação eterna para toso os que lhe obedecem”. O capítulo II ilumina o tema “Um sacerdócio real para oferecer sacrifícios espirituais”. No final do capítulo, dois temas são discutidos: “Um sacerdócio metafórico?”; “Um sacerdócio ‘real'”. No capítulo III, da caráter também histórico, são apresentados “Os ministros da Nova Aliança – do Novo Testamento ao começo do século III”, preliminarmente discutindo o método e a datação das cartas de Santo Inácio de Antioquia. No final do capítulo é debatido “o serviço da autoridade e sua dimensão sacerdotal”. O capítulo IV trabalha “Sacerdócio real e ministério sacerdotal segundo o Vaticano II”, donde é deixado todo o período do século III ao XX, o que deixa o leitor um tanto surpreso. Mas o parágrafo “A evolução da teologia do ministério (breve evocação histórica)” compensa esta quase lacuna. “Lumen Gentium, preponderantemente, e “Presbyterorum Ordinis” são os dois documentos basilares para a reflexão do Autor. O capítulo V é a “Conclusão Geral”, com dois tópicos: “Uma espiritualidade sacerdotal” e “Uma espiritualidade ministerial”. Apêndices com textos escolhidos, breve mas excelente antologia, são de grande utilidade. Obra que pode ser de grande auxílio par aleigos militantes, estudantes e professores de ciências religiosas, teologia e mesmo para o público interessado em compreender a história da Igreja.
Jorge Mário Bergoglio, SJ – Papa Francisco, “Reflexões na esperança”, Loyola / SP 2014, 23×16, 190 pp.

Não fica totalmente claro, mas tudo indica que é obra realmente do Papa Bergoglio, isto é, que a seleção dos textos, produzidos em diversas circunstâncias, de olhos voltados para diferentes auditórios, foi feita pessoalmente por ele (ver, por exemplo, nota de rodapé, p. 115). De qualquer modo há uma riqueza para o público hodierno, mesmo não católico, pelo profundo e sincero humanismo e pela necessidade que o coração e a mente da pessoa humana sentem de Esperança.

José Roque Junges, “Bioética sanitarista – desafios éticos da saúde coletiva”, Loyola / SP 2014, 23×16, 223 pp.

O Autor é doutorado em “Ética Teológica”, e, atualmente, é professor e pesquisador do Programa de Saúde Coletiva do Programa de Pós -graduçaão em Saúde Coletiva da UNISINOS (São Leopoldo / RS). Com esta obra ele se liga, mais uma vez ao empenho pela democratização da súde no Brasil. Sendo um livro de ética, portanto, pretende ter uma repercussão política social. Por isso mesmo discute, a partir da existência do SUS. Usuários, gestores, participantes deste programa e interessados, de algum modo, nas políticas públicas de saúde terão interesse direto na leitura desta obra.
Thomas Kaufmann, Raymund Kottje, Bernd Moeller e Hubert Wolf (Orgs), “História Ecumênica da Igreja – 2: Da alta Idade Média até o início da Idade Moderna”, Paulus / SP, Editora Sinodal & Loyola / SP, 23×16, 623 pp.

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Professores de grandes universidades europeias de língua alemã, organizaram esta obra, fruto de trabalho de equipe, com colaboradores do mesmo ambiente cultural e de diversas tradições eclesiais (calvinista, luterana e católica, principalmente) apresentam este volume, abrangendo o período que vai do século XII ao XVIII. Por conseguinte, o período da Reforma Luterana e da Contra Reforma Católica, com seus antecedentes e raízes é aqui iluminado, com critérios comuns à melhor história científica. Algumas seções foram totalmente reescritas e outras revisadas e atualizadas. Esta é uma preciosa colaboração aos estudiosos e interessados na História da Igreja e na história da gestação da modernidade europeia, que tanta influência tem tido nestes tempos pós-modernos.