Josué: um retrato
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O Livro de Josué
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Uma dupla acusação Inspirado em Gênesis 3, 8 – 13 .

Todos os dias, ao cair da tarde, Deus descia ao jardim para passear e estar com o homem. Certamente, como bom Pai, perguntava: – “Então meu filho, como foi o seu dia hoje? Me conte… teve alguma dificuldade? Deu tudo certo? O que você foi descobrindo de bonito? “

Mas, qual… Num belo dia, ao ouvir os passos de Deus no jardim, mais do que depressa, Adão e Eva correram se esconder…

– “Adão, onde estás?” – perguntou Deus.

E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim; tive medo, porque estou nu, e me escondi”.

-“E quem lhe disse que você estava nu? Por caso você comeu da árvore da qual eu lhe tinha proibido de comer?”

– “A mulher que me deste por companheira me deu o fruto e… eu comi”.
– Disse o Senhor à mulher: “Por que fizeste isso?”

– “A serpente me enganou e eu comi”.

Caso o Senhor interrogasse a serpente, certamente ela diria: foi o esquilo, ou foi o macaco e assim por diante… Cada qual iria apontando para o outro. A história milenar se repete… É difícil assumir a falha dos próprios atos… Aponta-se, na maioria das vezes o dedo para o outro a fim de se justificar.

Adão faz duas acusações, a Eva e Adão numa só frase: “A mulher que Tu me deste…” Logo os culpados são: Deus e a mulher.

São poucas as pessoas que têm coragem de assumir a própria culpa. Adão ficou
“em cima do muro”, tentando limpar a “própria barra”.

No evangelho (Mt 5,37) , Jesus é muito claro: “Diga apenas ‘sim’, quando é ‘sim’; e ‘não’, quando é ‘não’. O que passar disso, vem do maligno”.

Que o Senhor nos dê, cada dia, um coração reto, simples e transparente diante dele, diante dos irmãos e frente a nós mesmos. Ser transparente é viver sem máscaras a autenticidade radical. É Colocar o centro da vida exatamente onde deve estar.

Que o ser humano “ouse verdadeiramente” ser ele próprio, realizando o sonho que Deus teve ao criá-lo à “sua imagem e semelhança”. É no amor que somos, ou não, “parecidos” com Deus.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ